>Recomendação de livros

>Uma lista de livros recomendados. Para quem não conhece o Kindle, que é o “livro eletrônico” da Amazon, saiba que não é necessário o aparelho em si. Você pode comprar o livro pela internet, usando seu cartão de crédito, e ler o livro usando os leitores grátis.

A vantagem é o preço: em média a maioria dos livros sai por menos do que 15 reais! Você pode ler o livro no celular (iPhone, Android, Blackberry) ou no micro (Windows ou Mac). Os leitores são GRATIS. Você pode ler o mesmo livro em vários leitores diferentes e o software acompanha o que você está lendo e sincroniza com todos os leitores. Altamente recomendado.

Para fones com o Android, entre no “Market” e procure pelo aplicativo “Kindle” da Amazon.
Para o iPhone, usar a “App Store”, procurar por “Kindle”
Para o PC com Windows: Kindle for PC
Para o Mac: Kindle for Mac ou na “App Store”

Vamos à lista:

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http://rcm.amazon.com/e/cm?t=widgetsamazon-20&o=1&p=8&l=bpl&asins=B003OIBSAG&fc1=000000&IS2=1&lt1=_blank&m=amazon&lc1=0000FF&bc1=000000&bg1=FFFFFF&f=ifrUma continuação digamos do livro acima. Foi editorado por Loftus mas é um livro multidisciplinar sobre o assunto.

http://rcm.amazon.com/e/cm?t=widgetsamazon-20&o=1&p=8&l=bpl&asins=B000SEHG5U&fc1=000000&IS2=1&lt1=_blank&m=amazon&lc1=0000FF&bc1=000000&bg1=FFFFFF&f=ifrUm clássico. Se você achar que é chato, significa provavelmente que você é que mais precisa dele 😉

http://rcm.amazon.com/e/cm?t=widgetsamazon-20&o=1&p=8&l=bpl&asins=B0013TTK1W&fc1=000000&IS2=1&lt1=_blank&m=amazon&lc1=0000FF&bc1=000000&bg1=FFFFFF&f=ifrNão tem nada a ver com religião diretamente, mas mostra como o nosso cérebro não é racional, e dá dicas de como contrabalançar essa tendência à irracionalidade.
Muito legal!

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>Caixinha de promessas

>Garanto que alguém já teve contato com as chamadas “Caixinhas de Promessas”, que eram bem comuns antigamente entre os cristãos.  É literalmente uma caixinha aonde são colocados centenas de versículos bíblicos que contenham alguma promessa ou ‘verdade’ animadora.
Muitos cristãos, apesar de não usar a caixinha, são versões vivas da mesma. Para cada situação, tem um ótimo versículo bíblico (geralmente fora do contexto devido).
Além dos versículos para o “bem”, esse pessoal tem na munição versículos que estão na linha do do “homem do saco” (não o Papai Noel ou o Collor), prometendo vingança e destruição para quem não concordar com eles.

É comum receber por email aqueles “power-points” animadores que tentam ajudar as pessoas com problemas (ou seja, todas).

Resolvi compilar uma dessas mensagens, sobre o poder da oração, levando em conta o código de defesa do consumidor, para evitar que seja considerada uma propaganda enganosa.
A mensagem está em inglês, propositadamente para parodiar as propagandas americanas e seus ‘disclaimers’ , usados para evitar ações legais de consumidores descontentes.

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>Cuspida na cara!

>Ontem assisti na TV sobre um pesquisador que está trabalhando num teste para detecção precoce do mal de Alzheimer, utilizando um novo “approach”, com moléculas sintéticas de peptóides, que se ligariam aos anticorpos que costumam estar presentes nas pessoas com esse mal. O método funcionou e em 1 ano a doença poderá ser detectada através de um exame de sangue.

Existem milhares de casos como esses, de pesquisadores dedicando uma vida inteira ao bem da ciência e da humanidade.

Entretanto, cada vez mais proliferam imbecilidades como medicina alternativa ou gurus transcedentais, que simplesmente bateram a cabeça na privada e começaram a arregimentar otários, desavisados e idiotas que acham que o sobrenatural (que não existe) é muito melhor do que o natural. Ou no mínimo dizem que seus ‘métodos’ tem igual valor e devem ser considerados da mesma forma.

Isso é uma “Cuspida na cara”, é como esfregar m. na cara não só dos cientistas sérios, mas como em toda a humanidade. A massa liderada por esses “bozos” espiritualistas, que apenas colhem os frutos de pesquisadores sérios e dizem que eles sim é que são responsáveis pelo avanço da humanidade, são pedras inúteis na mochila que a razão e a ciência precisam carregar.

Como disse John Adams, “- Put keep are you!”

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>Medicina Alternativa – Resumo

>Muitos reclamaram que o post anterior estava muito longo (preguiçosos!), então estou resumindo em apenas uma tabela auto-explicativa:

Grupo 1 Grupo 2
Medicina alternativa
Feng Shui
Horóscopo
Papai Noel
Coelho da Páscoa
Eleitores da Dilma
Medicina Científica

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>Porque medicina alternativa "funciona"

>Antes, duas observações: 1.Esse post é sério, não é ‘pegadinha’. 2.Pessoalmente considero medicina alternativa variando entre “besteira deslavada e perigosa” no pior caso, no melhor caso “insignificantemente melhor do que o efeito placebo misturado com erros de percepção/julgamento”.
Uma prática médica é chamada “alternativa”, se for baseada em métodos, tratamentos ou conhecimentos não tradicionais ou não cientificamente testados. Medicina alternativa é frequentemente baseada em crenças “metafísicas” e é em muitos casos até “anti-científica”. O nome “alternativa” pode levar a enganos, porque pode aparentar que é uma opção equivalente e aceitável em resultados como a medicina científica ou convencional. A maioria das práticas alternativas são charlatanismo, mesmo quando praticadas por adeptos sinceros. Quando uma medicina alternativa é oferecida junto com a medicina científica, costuma ser chamada de medicina “complementar”.
Medicina alternativa é hoje em dia um negócio bilionário. Muitos planos de saúde começaram a oferecer cobertura para alguns tipos. Algumas escolas de medicina inclusive tem cursos sobre alguns (ex: homeopatia, que é pseudo-científica e acupuntura).
A homeopatia por sua vez é tão disseminada que quase nem é considerada como “alternativa”, e sim científica (apesar da ciência dela não ser nada científica). Muitos não conhecem a história da homeopatia, e é uma ótima leitura para provocar riso de quem tenha bom senso e uma pequena noção científica de escola primária.
Outras terapias alternativas são ‘técnicas de relaxamento, quiropracia (muito comum nos EUA), medicina “herbal”, e também “cura divina” (disponível em várias igrejas ‘especializadas’ no assunto).
Pouquíssimos estudos de alto calibre científico são realizados por praticantes das medicinas alternativas. Quando fazem, raramente usam grupos de controle, amostras suficientes estatisticamente, ou usam métodos que impedem que os pesquisadores saibam quais amostras são de controle (ex: testes blind e double-blind).
No Brasil e em países em que as drogas são caras, temos também o mercado “pirata” de remédios. Muitos contém princípios ativos reais (obtidos em fábricas de produtos químicos na China) sem qualquer controle de qualidade (podendo ter erros absurdos de dosagem e contaminações). Esses remédios são usados para alimentar tanto o mercado paralelo de remédios e também o mercado “alternativo”. Hoje em dia é comum ouvir sobre os “fitoterápicos”, “remédios naturais”. Esse mercado pirata embala esses componentes vendendo como se fossem remédios “naturais” (como se natural ou das plantas fosse melhor que uma droga produzida a partir das mesmas ou sinteticamente, após anos de estudo e purificação). As propagandas destes remédios podem soar científicas, mostrando estudos científicos interpretados erroneamente ou falsificados. Uma lista importante feita pelo “Procon” americano para ajudar a identificar possíveis charlatanismos:

  • a propaganda promete cura rápida e efetiva para uma grande variedade de doenças
  • utilizam palavras como “milagroso”, “descoberta científica”, “produto exclusivo”, “ingrediente secreto”, “remédio milenar”
  • o texto geralmente é escrito em “medicinês” , com termos que impressionam tecnicamente para esconder a falta de “boa” ciência.
  • o vendedor alega que o governo ou profissionais médicos ou cientistas estão conspirando para suprimir o produto.
  • a propaganda geralmente inclui relatos de casos (não documentados) de resultados fantásticos.
  • o produto geralmente é disponível apenas em um fornecedor.

A regra que quase sempre funciona é: “Se é bom demais para ser verdade, então provavelmente é”.

Então, porque medicina alternativa é tão popular ?

Foi feita uma pesquisa em Janeiro de 1993 (The New England Journal of Medicine) que mostrou que aproximadamente um terço dos americanos adultos procurou algum tipo de terapia não ortodoxa no ano anterior.

Alguns motivos:

  1. Cirurgia , e em vários casos até remédios e drogas, não são usados nas terapias alternativas. O medo de cirurgia e dos efeitos colaterais dos remédios afastam muitas pessoas da medicina científica. As terapias alternativas são atraentes porque não oferecem esses métodos “assustadores” de tratamento. Medicina científica sempre pode causar algum dano (seja em efeitos colaterais ou erros médicos). Tratamentos alternativos são inerentemente menos arriscados e com menos chance de causar dano  direto (exceto quando o paciente deixa de procurar um tratamento adequado e comprovado em favor da terapia inócua).
O “Pensamento Seletivo” (quando as pessoas selecionam evidências favoráveis e ignoram evidências desfavoráveis a uma crença) ou “Tendência à confirmação” (inerente ao ser humano… é mais fácil logicamente guardar informações que confirmam alguma tese do que as que são contra), podem levar as pessoas a focar em casos aonde um cirurgião amputou o membro errado, removeu a parte errada do cérebro, matou ou causou danos irreparáveis ao administrar muita anestesia ou radiação, ou em casos de problemas que não são culpa do médico, como choques anafiláticos. Muitas pessoas ignoram os milhões de pacientes que estão vivos em bem graças à cirurgia ou remédios convencionais. A quantidade de erros médicos (diagnóstico errado, incompetência, acidente) é bem palpável.
Em contrapartida, os riscos de danos diretos por métodos alternativos como homeopatia por exemplo, é mínimo comparado com os riscos causados por drogas poderosas ou cirurgias arriscadas. Isto porque a  homeopatia não está intervindo de modo significativo. As doses envolvidas provavelmente não causariam efeitos adversos em ninguém. O dano real causado pelas alternativas não é direto, e sim causados por não buscar o tratamento (remédios ou cirurgia) que poderiam melhorar a saúde ou pelo menos aumentar as chances de vida.
Apesar de ser verdade que medicina científica tem riscos, até fatais em alguns casos, isso não é motivo para rejeitá-la. Pessoas minimamente racionais não podem ignorar diabéticos estão vivos e bem graças a seus remédios, os milhões de pessoas que devem suas vidas a vacinas; não podem ignorar milhões salvos por cirurgias bem sucedidas, etc.
O modo correto de reagir aos riscos inerentes dos tratamentos da medicina convencional, que usam tratamentos cientificamente atualizados, é ser responsável pelo tratamento. Um paciente responsável não pode ter fé CEGA no seu médico, não importa quanto “endeusado” ele pareça. Uma piada bem conhecida diz que 50% dos médicos pensam que são Deus. O restante tem certeza!. O paciente tem que ter perguntar, discutir e ter conhecimento das drogas envolvidas no tratamento, tem que participar do tratamento. Não podemos simplesmente assumir por exemplo, que um remédio trazido pela enfermagem seja realmente o remédio que o médico receitou; uma simples pergunta “O que é isso mesmo ?” já ajudaria a evitar um erro.
Precisamos segundas opiniões (ou terceiras…), mas isso não significa procurar outro médico até achar algum que você ouça o que quer ouvir… significa que é preciso pesquisar. Podemos reduzir os riscos sendo mais responsáveis e menos passivos. Temos que ter “fé” na competência do médico, mas não fé CEGA. Existe uma história engraçada sobre um pessoa que teria que amputar uma perna, e escreveu com uma caneta na outra perna “Essa é a perna boa”. A idéia é essa.
  2. A medicina convencional frequentemente falha em descobrir as causas de alguma doença ou livrar a pessoa de dores. Isso acontece na medicina alternativa também. A diferença é que os alternativos tem maior tendência a sempre encorajar seus pacientes mesmo que o tratamento ou remédio falhe e não há esperança.
  3. Quando a medicina convencional descobre a causa de uma doença, as vezes falha em prover um tratamento garantido a funcionar. Novamente, a medicina alternativa também, mas geralmente seus adeptos insistem que “a coisa vai funcionar”.
  4. Medicina alternativa geralmente usa remédios ditos “naturais”. Muitas pessoas acreditam piamente que “natural” é necessariamente melhor e mais seguro do que um remédio dito “artificial” , como remédios farmacêuticos (que muitas vezes vem de fontes naturais, mas foram purificados ,pesquisados e testados por anos). Veneno de cobra, chumbo, urtiga são exemplos de coisas naturais… E existem também muitas substâncias naturais que são absolutamente inócuas.
  5. Medicina alternativa é mais barata. Esse fato tornou as terapias alternativas atraentes para os planos de saúde que viu que é mais barato e portanto mais rentável oferecer tratamentos alternativos. Na verdade, o fato de serem mais baratos não tem real significância, porque os tratamentos alternativos não são realmente “alternativos”, ou seja, não oferecem tratamentos igualmente efetivos.
  6. Muitos médicos que usam medicina científica costuma tratar a doença primeiro e a pessoa depois. Os médicos alternativos sempre alegam tratar “holisticamente”, ou seja, tratar a mente , o corpo e a alma do paciente. Muitas pessoas são atraídas pela aspecto metafísico e espiritual dos médicos alternativos. Muitas pacientes alegam que esse médicos às vêem como pessoas e parecem se importar, enquanto faltam “boas maneiras” aos médicos tradicionais. Essa fato é propagandeado pelos próprios médicos alternativos e pelos pacientes adeptos.
Médicos tradicionais geralmente trabalham em grandes hospitais ou instituições e as vezes atendem centenas ou milhares de pacientes. Médicos alternativos geralmente trabalham em pequenos consultórios e atendem poucos pacientes.
Outro fato importante é que quem procura a medicina científica não se importa com as crenças pessoais do médico. O que importa é que o médico tenha conhecimento e experiência na área. Um médico “frio” ou indiferente é muitas vezes tolerado (tipo: Dr. House), desde que competente. Já um médico alternativo frio não iria durar semanas.
  7. Muitos aparentemente não entendem que a medicina científica tem os mesmos problemas de qualquer outra forma de conhecimento humano: é falível, mas também pode ser corrigido. Sistemas de pensamento que são fundamentalmente metafísicos não podem ser testados e portanto nunca podem ser provados como incorretos. Portanto, uma vez que se estabelecem, tendem a ser dogmáticos e dificilmente mudam. O único meio de mudar um dogma é se tornar um herege e criar seu próprio “anti-dogma”. Quando a medicina científica erra , ele tem meios de se corrigir. Tratamentos e práticas que são ineficazes ou perigosos podem ser abandonados e trocados por novas descobertas. Médicos e práticas alternativas são frequentemente baseados em “fé” ou na crença de alguma entidade metafísica (como o “chi” por exemplo). Na medicina científica sempre poderá haver discordâncias, controvérsias ou erros, discussões, testes e mais testes. Decisões serão tomadas por seres humanos falíveis engajados na medicina científica, que pode falhar. Algumas dessas decisões podem ser falhas, mas com o tempo serão descobertas e os tratamentos serão mudados e corrigidos. A medicina crescerá, progredirá, poderá mudar drasticamente.
No entanto, homeopatia, iridologia, reflexologia, aromaterapia, toque terapêuticos, etc. provavelmente nunca mudarão fundamentalmente ao longo dos anos. Os praticantes não se desafiam entre si como requer um método científico. Na verdade, eles apenas apoiam uns aos outros.
  8. Terapias alternativas muitas vezes apelam para o “pensamento mágico”. Medicina científica é muitas vezes rejeitada simplesmente por ser “humana”, não “mágica”.
  9. Mas a razão principal para quem procura a medicina alternativa é que elas “ACHAM QUE FUNCIONA”. Ou seja, eles se sentem melhor, mais saudáveis, mais ‘vitais’, etc., depois do tratamento. Para aqueles que dizem que ela “funciona”, isso geralmente apenas significa que elas são clientes “satisfeitos”. Para os médicos alternativos, clientes satisfeitos é tudo o que eles precisam para provar que são reais. Não há qualquer necessidade de prova científica.
Na maioria dos casos, a condição do paciente teria melhorado mesmo que ela não tivesse feito nada. Mas desde que a melhora ocorreu DEPOIS do tratamento, é suposto que a melhor foi causada pelo tratamento (falácia do “post hoc”, ou seja, se aconteceu depois de um fato, o fato é que causou o resultado; Ex: se eu invoquei o espírito do Javali galoupante e depois de algum tempo choveu, então choveu porque eu invoquei o espírito do Javali). Isso é absurdamente comum com as mães que tem crianças pequenas e dizem que: Ah, depois da homeopatia meus filhos não tiveram mais infecções de ouvido. Pergunte a qualquer pediatra, e ele dirá que depois de 4-5 anos de idade, esse tipo de infecção recorrente costuma regredir por si mesma. O último tratamento é o que leva a fama”, pois após o tratamento HOUVE A CURA. Também existe a “falácia regressiva” (mais ou menos como o citado acima). Muitas doenças tem períodos cíclicos em que existe melhora ou piora. Se o tratamento é tentado quando há um pico na piora, QUALQUER tratamento parecerá funcionar assim que houver melhora.
Uma outra grande parte dos casos é devido a nada mais do que o ‘efeito placebo’. Geralmente, na medicina científica , o remédio causa efeitos colaterais que podem fazer a pessoa se sentir mal num primeiro momento. Este é um outro motivo para a pessoa se sentir melhor quando abandona o tratamento científico. A pessoa se sente imediatamente “melhor” porque os efeitos colaterais se foram, e não porque o alternativo funcionou. Muitos casos, o remédio alternativo é tomado junto com o “tradicional”, e o crédito da melhora é dado ao alternativo.
Em muitos casos, a chamada cura se dá porque o paciente pode ter sido diagnosticado erradamente.
O fato da pessoa “sentir-se melhor” num primeiro instante é considerada prova de que a terapia alternativa está funcionando. Melhoras psicológicas de terapias não são idênticas às melhoras objetivas. A pessoa pode se sentir muito mal mas estar melhorando a médio prazo,ou se sentir bem e estar piorando. Exemplos clássicos são os casos de quimioterapia, quando funciona para erradicar o cancer, ou de drogados (se tomar a droga obviamente vai se sentir melhor, mas a síndrome de abstinência e os remédios usados para o tratamento fazem obviamente a pessoa se sentir mal.
A falácia regressiva é muito comum em pessoas com problemas de dores na coluna,etc. Geralmente procuram algo alternativo (acupuntura) quando a dor está no pico. Portanto, não teria como piorar.
  10. Por final, os adeptos da medicina alternativa geralmente não admitem ter falhado. Sempre dizem que não funcionou porque o paciente não o procurou a tempo. Familiares de pessoas que morreram tentando terapias alternativas geralmente não admitem que a terapia foi inútil. Esse tipo de fé é comum entre pessoas desesperadas e vulneráveis, que tem entes queridos a beira da morte.

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>Leia primeiro, o título vem depois

>Recentemente li uma reportagem interessantíssima:

Num estudo feito na Clinical Institute of Enthero-Cerebral Cortex Anastomosis , departamento pertencente ao “Massachussets Institute of Technology, em Cleveland”, o professor Dr, Moses H. Horwitz e seu colega de pós-doutorado, o também professor Dr. Lawrence Fine, chegaram a conclusão de que a assombrosa porcentagem de pelo menos 75.4% da população mundial (a pesquisa foi feita durante os anos de 2008-2009) já teve contato com monóxido de di-hidrogênio. Este composto químico altamente perigoso, abundante na era industrializada, é provalmente o elemento químico mais importante do planeta, uma vez que mais de 96.2% das pessoas que tiveram cancer, tiveram contato com este elemento no mês anterior ao aparecimento da doença. Grande parte dos cientistas atualmente já confirmaram as conclusões dessa pesquisa. Foram feitos testes em cobaias e 89.43% delas morreram pela simples imersão em um container com este elemento por meros 60 segundos.

É realmente assombroso…

Assombroso como o ser humano tem a inerente vontade de acreditar em qualquer coisa que esteja escrita (“Se está na internet, deve ser verdade…”, “veio pelo email de um amigo muito sério”…). Em maior ou menor grau, é normal darmos crédito a alguma coisa escrita como sendo verdade, por inúmeros motivos. Alguns deles:

1) Preguiça de comprovar o que foi escrito (mesmo nos dias do Google, que é um verdadeiro oráculo: você pode escrever a pergunta do jeito que quiser, e sempre vai encontrar algo relevante).
2) Estatísticas podem ser e muitas vezes são usadas para enganar, de propósito ou não.
3) Números quebrados são mais críveis. 75.4% é muito mais convincente do que 70% (“ah, 75.4%… o cara deve ser bom em cálculo.. deve ser verdade”).
4) Principalmente em colonias subdesenvolvidas, como o Brasil, nomes “importados” ou termos difíceis  são mais convincentes do que os nacionais.  Em quem você tende a acreditar, no Dr. John Frishenbröger ou no fessô João da Silva Santos ?
5) Textos bombásticos são mais interessantes para a mente humana. Texto sobre humus produzido por minhocas cansadas não tem graça, mas algo que “afeta” o planeta, chama muito mais atenção.
6) Mesmo as verdades podem ser usadas para causar o efeito de uma mentira.
7) Citar vários detalhes sobre a pesquisa torna o assunto mais crível.
8) Fatos comprovados pela ‘maioria dos cientistas’…
9) Certos nomes “chave”, como “monóxido” soam “tóxicos”.

O texto acima foi obviamente inventado e exagerado, embora tenham verdades e pode ser desmacarado imediatamente com uma pequena pesquisa na internet, e em alguns casos apenas pensar um pouco. Exemplos:

1) “Clinical Institute of Enthero-Cerebral Anastomosis” não existe. O termo significa Instituto clinico de anastomose entero-cerebral, que é ligação entre o intestino e o cérebro. M… na cabeça.
2) “Massachussets Institute of Technology, em Cleveland” além de não existir, pode ‘soar estranho’ geograficamente.
3) Moses Horwitz e Lawrence Fine, mais conhecidos mundialmente como Moe Howard e Larry Fine, ou para os mais saudosos, dois dos Três Patetas.
4) Termos como “mais de 96.2%” ou “pelo menos 75.4%” não precisam comentários.
5)  O elemento químico mencionado é a “água”. As afirmações são verdadeiras, mas as conclusões, obviamente absurdas.

Ah, o título seria: “Me engana que eu gostcho”.

PS. O site http://dhmo.org é um site muito legal e bem feito sobre o Monóxido de Di-Hidrogênio e seus perigos (versão em português de Portugal, em http://modh.no.sapo.pt

Importante. Repasse para toda sua lista de endereços! 🙂

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